Avanços recentes sobre a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas em Goiás são resultado de escuta ativa dos produtores, articulação institucional e diálogo com os diferentes elos da cadeia realizado pela Aprosoja-GO.
Um levantamento com Associados da Aprosoja-GO mensurou os gargalos do sistema e concluiu que são recorrentes pelo Estado: espera de meses entre o agendamento e a entrega, longas distâncias entre as fazendas e os pontos de coleta, centrais com capacidade saturada, lentidão no descarregamento e falhas na comunicação.
Embora a Aprosoja-GO já cobrasse melhorias há alguns anos, o resultado do levantamento levou à intensificação da articulação junto aos responsáveis pela logística reversa de embalagens. Houve uma reunião com a Agrodefesa (responsável pela regulação e fiscalização) e representantes das centrais e postos de recebimento de embalagens vazias, e outra com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas.
Nessas reuniões, foram apresentadas medidas e perspectivas de melhorias para o sistema. Boa notícia é a construção de novas centrais de recebimento pelo inpEV no Vale do Araguaia (em andamento nos municípios de Piranhas e Nova Crixás) e no Sudoeste goiano (em Montividiu, a partir de 2027). Também há perspectiva de expansão da estrutura em Campinorte e Padre Bernardo.
Há avanços na implantação de estrutura para reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas em Goiás – antes, só havia incineração. O inpEV deve aprimorar seu sistema de gestão junto às centrais para melhorar o processo de devolução de embalagens vazias.
A Agrodefesa criou um Grupo de Trabalho com participação da Aprosoja-GO, associações representantes das centrais e postos de recebimento, inpEV e ANDAV, que representa os distribuidores de insumos agropecuários. O objetivo é melhorar a comunicação entre a cadeia e construir soluções conjuntas que tornem o serviço mais eficiente e acessível, como ampliar a capacidade de atendimento das unidades, otimizar agendamentos e melhorar a cobertura regional com a construção de unidades.
Os produtores rurais reconhecem que o sistema de logística reversa de embalagens é referência internacional em sustentabilidade e responsabilidade ambiental, mas querem cumprir suas obrigações com mais agilidade, segurança e previsibilidade.
*Fonte: Aprosoja-GO

