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Aprosoja defende novas regras para classificação de grãos

Publicado em 31 de janeiro de 2018

Produtores de soja do Mato Grosso solicitaram ao Ministério da Agricultura (Mapa) a revisão da Instrução Normativa (IN 11/2007) que trata da classificação de grãos da oleaginosa. O tema foi debatido nesta quarta-feira (31/1), em Brasília, durante encontro entre dirigentes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Aprosoja-MT com o ministro Blairo Maggi.

No momento da venda, a soja é avaliada pelos compradores quanto ao percentual de umidade, de grãos avariados e o grau de fermentação, também chamado de grau de pureza do grão. Para o presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan, é preciso estabelecer critérios mais claros para essa classificação.

“Hoje os critérios dão margem para a subjetividade quando se avalia a soja no momento da venda. Os produtores estão tendo muitos prejuízos. As empresas de classificação apontam de 10% a 15% de grãos avariados. A questão dos fermentados também é um problema, pois qualquer escurecimento no grão de soja é considerado como fermentado e desconta-se do peso da carga”, afirmou Galvan.

Atualização da norma

Uma revisão da instrução normativa será elaborada pela Aprosoja-MT para atualizar a norma atual, em vigor desde 2007. O novo texto deve trazer algum tipo de regulamentação por parte do Mapa para credenciar os profissionais responsáveis pela classificação, de forma a permitir algum tipo de auditoria e fiscalização do serviço prestado.

“A falta de controle sobre os ‘profissionais’ contratados para fazer a classificação também é uma situação que precisa ser regulamentada. São muitos os casos de classificadores que apresentam laudos com muitos problemas na carga para extorquir os produtores. Instalou-se uma verdadeira máfia da classificação”, completou Galvan.

Após ouvir relatos dos produtores, o ministro da agricultura se comprometeu a buscar informações junto às trades para solucionar esse impasse. “O assunto está sendo debatido na Câmara Setorial da Soja há dez anos”, reforçou o presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa.

Outros temas

Também foram discutidos no encontro temas como a necessidade de ampliação da capacidade de armazenagem de grãos, a aprovação da Lei de Defensivos, o uso de biológicos para controle de pragas e a regulamentação da mistura de defensivos em tanque, que ainda é proibida no Brasil. Os dirigentes da Aprosoja defenderam também a reestruturação da Embrapa.

* Texto: Aprosoja Brasil